Critica por favor o meu elevado ego

23/11/2018

Desta maneira

poesia — João Oliveira @ 13:29

Deixa-me contar-te
o resto das nossas vidas

Duas almas
para
sempre
de caminhos cruzados

Fazes a minha sorrir
e a ligeireza do teu toque
penetra fundo nela

Já falei de ti
a todas as estrelas e constelações
no firmamento
porque falar sozinho
é só quando tu não estás aqui

És tu o norte
desta bússola descalibrada

Vamos ser
eu e tu
contra o mundo

Vamos coleccionar
para sempres para sempre

Para sempre mais um dia
não chega
quando
sei
que
te
quero

desta maneira


14/10/2018

Um beijo apenas

poesia — João Oliveira @ 23:46
Um beijo apenas antes de a noite terminar e pode ser que fiques só mais um bocado só mais umas horas ou até que passes a noite que me deixes simplesmente adorar-te na nudez destes lençóis que deixam adivinhar as curvas com que se desenha o teu corpo

16/09/2018

xis (2)

poesia — João Oliveira @ 17:50

Ainda há noites em que sonho com ela
Lembro um tempo em que a vida me sorria pela janela
E o corpo dói e o coração lateja
A alma sem norte ou rumo ou o que seja
Mas pelos vistos para ela um homem com agá grande não chegava
E eu ainda não sabia mas a cada dia que passava
Era cada vez mais certo que eu a amava
Uma inevitabilidade que o tempo só adiava

Ela ainda assombra os meus pensamentos
Está presente em tudo o que faço
e segue todos os meus movimentos
Ela traz uma tempestade de sentimentos
enquanto me faz tropeçar nos meus passos desalinhados
E por vezes só quero cair, perder-me no espaço
Render-me prostrado a estes pressentimentos
Afogar-me neste mar de ressentimentos

Quem sou eu quando venho ver-te?
Não sou ninguém
Deixaste-me assim, desfeito, destroçado
Partido, quebrado
Derrotado pela dor de perder-te
Não sou ninguém

Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti

Quando entro em casa e tu já não estás
Tu já foste embora, só me resta olhar para trás
E eu não cheguei a tempo de dizer-te não vás
Tento reerguer-me mas não tenho a certeza se sou capaz
O silêncio ecoa nas paredes da tua ausência
Perdi o norte, o rumo, a referência
É que para sempre já foi há muito tempo
E as saudades tornam-se um tormento

Quem sou eu quando venho ver-te?
Não sou ninguém
Deixaste-me assim, desfeito, destroçado
Partido, quebrado
Derrotado pela dor de perder-te
Não sou ninguém

Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta dor portuguesa
tão mansa quase vegetal


05/07/2018

Adormeço

poesia — João Oliveira @ 00:48

Adormeço
com a janela a filtrar as luzes da cidade lá fora
ainda assim vejo
nitidamente
o teu rosto desfocado pela incerteza do amanhã

O coração suaviza
finalmente
a batida acelerada
com que compassas o meu andar apressado

É assim a vida

Um atropelo de vultos desconhecidos
situações inesperadas
e afectos negados a paixões desregradas


07/04/2018

destino

música, poesia, vídeo — João Oliveira @ 16:40

a vida é

o sítío onde estamos
e o sítio onde queremos estar

no entretanto
a luta diária para lá chegar

(continuar a ler)


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