prosa

diálogos

By João Oliveira

January 30, 2012

– saudades. – juro que não te percebo. – eu é que não te percebo. – porquê? – queres mesmo esquecer a d. ou não? – porquê? – porque foi o que me disseste. – tenho o assunto sob controlo. – tu é que sabes. – não te preocupes. – antes pudesse preocupar. – porquê? – porque tu não deixas. – deixo pois. – não me iludas. – não estou a mentir. – estás. – pronto, está bem. se tu achas que sim. – não tenho que achas nada tu é que tens. – tu é que estás a dizer com toda a certeza que eu estou a mentir-te. – joão, era bom que pudesses dar-mas. – porque haveria estar a mentir? – porque não sabes o que queres. – por acaso sei, só não encontro. – abre os olhos. – tenho os olhos bem abertos. – se achas. – tenho a certeza. – tudo bem, joão guilherme. – tudo bem, m. – não me chames isso. – é o teu nome, totó. – ainda bem que estás longe então. – ou não. – porquê? – estavas melhor perto. – não percebo porquê? – pronto, mas isso já é contigo. – ou contigo. podias explicar. – ai que de repente estou tão ingénuo. – é por causa da nossa conversa de quinta? – é. – então acho que tu é que não sabes o que que queres. – talvez…