Critica por favor o meu elevado ego

29/06/2016

Saudade (2)

prosa — João Oliveira @ 02:57

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24/07/2015

Este é o meu dogma

prosa — Pedro Paixão @ 11:58

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19/07/2015

A Alice não mora aqui

prosa — Pedro Paixão @ 19:15

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16/10/2014

O convite

prosa — João Oliveira @ 14:23

Não me interessa qual é o teu modo de vida. Quero saber o que anseias e se te atreves a sonhar alcançar os desejos do teu coração.

Não me interessa saber a idade que tens. Quero saber se arriscas fazer figura de louca por amor, pelo teu sonho, pela aventura de estares viva.

Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua. Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se as traições da vida te abriram ou se murchaste e te fechaste com medo de outros sofrimentos. Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor.

Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua, se consegues dançar loucamente e deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos, sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas ou nos relembrares as limitações de sermos humanos.

Não me interessa se a história que me contas é verdadeira. Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeira contigo própria; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma; se consegues não ter fé e seres, por isso, digna de confiança.

Quero saber se consegues ver a beleza todos os dias, mesmo quando o que vês não é bonito, e se consegues basear a tua própria vida na sua presença.

Quero saber se consegues viver com o fracasso, teu e meu, e mesmo assim erguer-te à beira do lago e gritar SIM! à lua cheia prateada.

Não me interessa onde vives nem quanto dinheiro tens. Quero saber se depois de uma noite de dor e desespero, exausta, dorida até aos ossos, consegues levantar-te e fazer o que é preciso (…).

Não me interessa quem tu conheces, nem como chegaste aqui. Quero saber se ficarás comigo, no centro do fogo, sem recuares.

Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste. Quero saber o que te sustém interiormente quando tudo o mais desaba à tua volta.

Quero saber se consegues estar só contigo mesma e se verdadeiramente gostas da companhia que te fazes nos momentos vazios.

:: Tradução livre do texto O Convite, de Oriah Mountain Dreamer

31/05/2014

O beijo

prosa — João Oliveira @ 01:31

Não estava à espera de a encontrar. No meio da multidão que se ia aglomerando na pequena praça, naquela noite quente de primavera, se tivessem querido combinar encontrar-se não teriam conseguido. Só podia ter sido o destino a cruzar os seus caminhos.

Trocaram umas breves palavras, ele virou a cara por uns instantes e, quando voltou, não a viu mais. O coração estremeceu-lhe o peito. Havia qualquer coisa nela que o cativava. Talvez fossem os seus olhos verdes, emoldurados pela pele de tez tão branca como a neve a contrastar com o cabelo tão negro como a noite.

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14/02/2014

os namorados

prosa — Pedro Paixão @ 09:30

não se pode dizer que vivam juntos. muitas vezes duas pessoas gostam muito uma da outra e não conseguem viver juntas. é o caso deles. casaram-se e depois separaram-se. como toda a gente. mas, passados meses de dor e recíprocas violências, encontraram uma saída que a ambos pareceu inteligente. a ideia foi ela que a teve: passarem os dias de trabalho cada um em sua casa e os dias feriados juntos na casa de um, ou do outro. há coisas animais, emoções incontroláveis e, sobretudo, o constante desgaste dos dias que destroem a alegria — o puro prazer de se estar com alguém, o verdadeiro interesse pela vida do outro — enquanto o sexo se transforma numa rotina mais ou menos enfadonha. ele chama-se joão, ela maria.

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14/12/2013

consequências do amor

prosa — Pedro Paixão @ 17:25

consequências do amor

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03/06/2013

o peso do mundo

prosa — João Oliveira @ 03:23

chegaste a casa e percebeste finalmente o que anda a preocupar-te. consegues finalmente abstrair-te dos problemas dos outros e concentras-te naquilo que é verdadeiramente importante — a tua vida.

há dias em que o teu mundo parece decidir cair todo em cima de ti sem aviso. e o outro mundo, aquele que te rodeia e onde também vives diariamente, continua a girar e não repara que estás completamente esmagado sob o peso de dois mundos e nem ajuda para te levantares consegues pedir.

estás sempre tão concentrado em ajudar, voluntarioso, os outros com os seus problemas e dúvidas existenciais que negligencias totalmente a tua própria vida. e é nestes pequenos momentos, como aquele que atravessas agora, que cais em ti.

porque o mundo continua a girar e a exigir mais e mais de ti, mais do que consegues dar. porque tu dás o que consegues dar e também dás ainda mais se for preciso.

mas é sempre preciso mais. e para dares mais esqueces aquilo que realmente importa.

esquece os problemas no trabalho, o chefe que não tem bem a noção daquilo que te pede ou aquele que teima em não reconhecer o valor do teu esforço, do teu trabalho e da tua dedicação.

foca-te naquilo que é mesmo importante.

é nestas alturas que a tua vida dá uma volta de 180 graus e as tuas preocupações com aqueles que te são mais chegados e que realmente contam se mostram nuas perante os teus olhos.

há sempre alguém que nunca fica satisfeito com o que dás e insiste em reclamar que não chega e que tem de ser mais. sempre mais. e às vezes são aqueles que te são mais chegados quem mais de ti reclama.

manda essa gente toda foder; é tempo de pensares em ti.

tu consegues dar mais? talvez, acredito que sim. mas até quando é que vais conseguir encontrar dentro de ti mais ainda para dar a quem de ti mais reclama?

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22/05/2013

horas rotineiras

ensaio,prosa — João Oliveira @ 15:19

no início puxavas por mim, no encanto que o desejo pela mútua descoberta despertava em nós. eu tentava compreender-te até ao mais ínfimo detalhe e tu querias saber se eu seria mesmo capaz de alguma vez desvendar todos os teus segredos.

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06/05/2013

diz que é uma espécie de manifesto (2)

manifesto,prosa — João Oliveira @ 21:31

hoje quero falar com o estimado leitor. ou, na gíria, com o estimado. não o leitor que vem ao critica por favor o meu elevado ego — e é sempre mais do que bem-vindo — porque gosta de ler as linhas de parca qualidade que aqui escrevo, antes àquele que vem movido pelo ódio e pela mesquinhez.

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