Critica por favor o meu elevado ego

29/12/2017

É fodido

prosa — João Oliveira @ 22:39

É fodido quando nos apercebemos que estamos apaixonados por quem parece ser a pessoa certa, mas na altura errada – e toda a gente parece sê-lo em algum ponto determinado das nossas vidas.

Aquilo que deveria ser algo tão bonito acaba por deixar-nos completamente miseráveis, de rastos, consumidos por dentro pela dúvida de saber se é correspondido ou não, se é apenas imaginação, e pelo receio de arriscar dar um passo no caminho que poderia levar-nos à tão ambicionada felicidade.

É fodido sabermos que essa felicidade está ali tão perto, tão tangível que quase conseguimos senti-la, mas haver tanta coisa fora do nosso alcance, imprevistos que não conseguimos controlar, pedras (quase) intransponíveis nesse caminho que se nos afigura demasiado sinuoso.

É fodido ter estas e tantas outras palavras a queimar-nos a garganta, a tropeçar na língua, a pesar-nos no coração.

É fodido não sabermos o que fazer.


28/09/2016

Momentos

prosa — João Oliveira @ 00:48

A vida leva tempo. E o tempo não se esgota, antes renova-se, se para isso houver vontade. Não vale a pena correr contra ele ou tentar apressá-lo, cada tempo tem o seu momento.

E os momentos vivem de sentimentos, que esgotam com o tempo ou florescem no momento certo. São os sentimentos que dão a beleza à vida, aquela que muitas vezes não temos tempo para apreciar, e, quando damos por ela, o momento que era certo já passou.

Foi esse o momento.


29/06/2016

Saudade (2)

prosa — João Oliveira @ 02:57

Saudade (2)

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21/10/2015

Os olhos a sorrir (2)

prosa — João Oliveira @ 04:17

Respirou fundo, fechou os olhos e reteve o ar nos pulmões, como se travasse o fumo de um cigarro que só ele via, enquanto se preparava para lhe dizer tudo o que queria dizer. Deixou-se ficar assim por breves instantes, os pensamentos a correr, velozes, na cabeça à medida que tentava colocar alguma ordem neles.

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30/09/2015

A saudade no olhar

prosa — João Oliveira @ 01:30

Ela dizia-lhe que tinha saudades dele, mas a distância que os separava parecia ser mais forte do que a vontade de estar com ele. E ele acreditava como podia.

Ou enquanto podia.

Também ele sentia saudades dela. Era algo que ele deixava que o consumisse, porque havia sempre o dia em que acabaria por saciar-se delas.

Mas esse dia tardava em chegar.

E enquanto não chegava e ia passando um atrás do outro, o verde dos olhos dela ia perdendo a cor na imagem que ele ainda preservava dela, lentamente, até se tornar numa simples recordação, desgastada pelo tempo, pela distância e pela saudade.


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