Critica por favor o meu elevado ego

17/08/2017

Ainda não acabei

música, poesia — João Oliveira @ 14:51

Tu não sonhas quem sou
Tu não vês nem metade
Só queria cantar
Já não sei bem porquê
E perguntas então
Porque não pões um fim
nessa vida sofrida?
A resposta tem graça
É que eu adoro esta vida
Ainda não acabei

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13/04/2017

xis (2)

poesia — João Oliveira @ 00:00

Ainda há noites em que sonho com ela
Lembro um tempo em que a vida me sorria pela janela
E o corpo dói e o coração lateja
A alma sem norte ou rumo ou o que seja
Mas pelos vistos para ela um homem com agá grande não chegava
E eu ainda não sabia mas a cada dia que passava
Era cada vez mais certo que eu a amava
Uma inevitabilidade que o tempo só adiava

Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti

Quem sou eu quando venho ver-te?
Não sou ninguém
Deixaste-me assim, desfeito, destroçado
Partido, quebrado
Derrotado pela dor de perder-te
Não sou ninguém

Quando entro em casa e tu já não estás
Tu já foste embora e só me resta olhar para trás
E eu não cheguei a tempo de dizer-te não vás
Tento reerguer-me mas não tenho a certeza se sou capaz
O silêncio ecoa nas paredes da tua ausência
Perdi o norte, o rumo, a referência
É que para sempre já foi há muito tempo
E as saudades tornam-se um tormento

Quem sou eu quando venho ver-te?
Não sou ninguém
Deixaste-me assim, desfeito, destroçado
Partido, quebrado
Derrotado pela dor de perder-te
Não sou ninguém

Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta dor portuguesa
tão mansa quase vegetal


25/11/2016

Não sei bem

poesia — João Oliveira @ 05:18

Não sei bem
onde é que tu terminas

Perdi a noção
das minhas próprias fronteiras
e dos meus limites

Porque a tua indiferença
destrói-me

O teu silêncio
crucifica-me

E esta distância
mata-me.


17/10/2016

Outra vez

poesia — João Oliveira @ 01:32

Tu nunca vais ser ela
Eu nunca hei-de ser ele
E nós nunca seremos quem já fomos

Mas se eu quisesse que tu fosses ela
Nunca a teria deixado
E se eu quisesse ser ele
Não teria roubado o teu coração
E ter-te-ia deixado com quem estavas

Mas a maior angústia
é
que
nós
nunca
seremos
nós

outra vez.


16/05/2016

Ó Coimbra

poesia — João Oliveira @ 17:48

Ó Coimbra

(continuar a ler)


08/07/2015

Cuidado

poesia — João Oliveira @ 23:58

Liga quando puderes
Lembra-te quando quiseres

Mas cuidado

Quando quiseres
Ou quando puderes

Pode já ser tarde demais


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