Critica por favor o meu elevado ego

01/06/2020

sacana (1)

manifesto — João Oliveira @ 16:32

o meu avô morreu
e o sacana agora sou eu

12/04/2020

joana

manifesto — João Oliveira @ 22:44

a madrugada do dia 1 de janeiro de 2006 foi a primeira vez que disse “amo-te” a alguém. nessa noite, adormecemos lado a lado, embriagados e cada um enfiado no seu saco-cama, no canto de uma sala de uma qualquer moradia no meio do campo nos arredores de coimbra.

olhando em retrospectiva, parece-me óbvio que a não amasse. não creio mesmo que a i. acredite, ou tenha acreditado muito na altura, que eu realmente a amava. era jovem, dezanove anos acabadinhos de fazer, na ânsia de querer ter alguém a meu lado e a quem dizer que a amava.

mas a verdade é que, até à noite de 23 de fevereiro de 2020, foi a única pessoa a quem alguma vez tinha dito “amo-te”.

é, talvez, a única palavra de que tenho mesmo medo, mas que tenho aprendido a usar.

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23/01/2020

Estragado

manifesto — João Oliveira @ 19:07

Foi apenas aos 31 anos que soube o que era alguém terminar uma relação comigo. Cara a cara, em pessoa, com coragem, de forma mais ou menos humana. Até então foram relações atrás de relações que acabaram em traição ou votadas ao silêncio e ao abandono. Uma ou outra uma mensagem de despedida, impessoal e vazia de sentimento.

Quando finalmente aconteceu, em Novembro de 2018, demorei alguns dias a identificar aquilo que na altura não sabia o que era: um ligeiro ataque de pânico.

O coração a bater mais rápido, na expectativa, eu a debater-me para controlar a respiração e não hiperventilar, sem que deixasse transparecer o que estava a acontecer nas minhas entranhas. Sentia o coração na boca e fazia de tudo para escondê-lo.

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19/09/2019

Capítulo último

manifesto — João Oliveira @ 23:39

nessa noite, chegou a casa, cansado. havia muito tempo que não saía assim do trabalho, completamente de rastos, a querer apenas estar horas no duche, a levar com a água quente no corpo dorido, enfiar-se debaixo dos lençóis e dormir até o despertador o acordar, sobressaltado, de manhã.

no momento em que ia a colocar a chave na fechadura, lembrou-se da discussão dessa manhã e o que o esperava do outro lado da porta. respirou fundo, com a chave ainda suspensa no ar, rodou a fechadura e entrou, decidido a enfrentar a fúria da sara.

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07/02/2017

Do alto do caos

manifesto — João Oliveira @ 00:45

Estava, fazia algum tempo, compenetrado no que fazia. Estava tão concentrado que demorou algum tempo a que a voz dela, na divisão ao lado, lhe interrompesse o trabalho.

Pousou a caneta e ficou apenas a ouvir. Estava alegremente a trocar mensagens de voz com a Sofia, a amiga com quem partilhava casa no Dubai e que estava a mais de seis mil quilómetros de distância, um hábito cada vez mais em voga e que ele nunca compreendera por completo.

Ficou, em silêncio, a ouvi-las pela porta semi-entreaberta. Não fora o que estavam a discutir que lhe chamara a atenção. Eram trivialidades da vida de quem partilha um espaço, ainda que separadas, momentaneamente, por milhares de quilómetros. Não. O que o cativara fora a voz da Sofia.

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10/01/2017

Os dois sonetos de amor da Hora Triste

manifesto — João Oliveira @ 22:32

Os dois sonetos de amor da Hora Triste, de António Feijó, na voz de Maria Barroso. Gravação transmitida na homenagem a Mário Soares no Mosteiro dos Jerónimos.

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16/06/2015

Gosto de ti

manifesto — João Oliveira @ 18:45


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14/03/2015

A inveja e as sombras

manifesto,vídeo — João Oliveira @ 18:02

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16/06/2014

João

manifesto — João Oliveira @ 23:41

Há notícias que chegam assim, de rompante, nem pedem licença. Dão-te um murro no estômago e deixam-te na tua miséria, sem pena nem comiseração.

Nenhum pai merece levar um filho a enterrar. Nenhuma mãe merece levar um filho a enterrar.

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15/02/2014

reflexos da dança

manifesto,vídeo — João Oliveira @ 01:31

o que é que fazes quando o céu tocar no chão?
será que gritas ou estendes a mão?

foram estes versos que me vieram à mente quando soube da triste notícia do desaparecimento da carolina. não nos conhecemos, mas as palavras e a música têm o dom de encurtar distâncias.

as letras que escreves, a maneira como despejas os sentimentos na tua música, o teu registo vocal, a tua variedade musical… tudo isso me cativou desde que conheci o teu trabalho e em tudo isso me revi de certa forma.

és verdadeiramente um criador de canções.

das tuas músicas para a dança da carolina foram dois ou três cliques mais ou menos certeiros no youtube. da mesma maneira como tu tens um jeito natural para as palavras, a carolina tem-no — sim, tem-no, para sempre nas nossas memórias — para a dança.

a naturalidade com que se move e parece estar em controlo de tudo, mesmo quando estamos à espera de um desequilíbrio ou um passo em falso, prendem qualquer um e eu não sou excepção.

[vimeo clip_id=”113983831″ width=”450″ height=””]

não conheço a tua história com a carolina, mas sei que é uma bonita história de amor que terminou cedo demais.

e agora que o teu céu tocou, com estrondo, no chão, grita tudo o que tiveres a gritar mas lembra-te que podes sempre estender a mão. há sempre alguém que, perto ou longe, ta vai agarrar e ajudar-te a levantar.

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