Critica por favor o meu elevado ego

18/07/2014

poema e canção (3)

exercício, poesia — João Oliveira @ 20:41

fiz de ti poema e canção
em tarde de inverno e noite de verão
fiz-te nascer do sol e poente
noite de insónia demente

foste tudo a partir do nada
lua cheia toda iluminada
foste fonte de vida
reacender da esperança perdida

és razão sem porquês
algo que sentes mas não vês
história de final triste
porque o amor já não existe

és razão sem porquês
algo que sentes mas não vês
história de final triste
porque o amor já não existe

fiz de ti o meu pecado predilecto
falta de perdão incerto
fiz-te queda e abismo
razão de todo o altruísmo

foste versos para respirar
livro escrito ainda por desfolhar
foste página em branco por escrever
linhas vazias, sentimentos por preencher

és razão sem porquês
algo que sentes mas não vês
história de final triste
porque o amor já não existe

és razão sem porquês
algo que sentes mas não vês
história de final triste
porque o amor já não existe

[1][2]


14/08/2013

apontamento (5)

apontamento, ensaio, exercício, prosa — João Oliveira @ 08:48

lembras-te, quando voltei de férias, de ter ido dar-te um beijo na bochecha, tu viraste a cara e eu acabei por morder-te o queixo? ainda pensei em beijar-te o lábio.


01/07/2013

poema e canção (2)

exercício, poesia — João Oliveira @ 02:39

fiz de ti poema e canção
em tarde de inverno e noite de verão
fiz-te nascer do sol e poente
noite de insónia demente

foste tudo a partir do nada
lua cheia toda iluminada
foste fonte de vida
reacender da esperança perdida

és razão sem porquês
algo que sentes mas não vês
história de final triste
porque sabes que já não existe

fiz de ti o meu pecado predilecto
falta de perdão incerto
fiz-te queda e abismo
razão de todo o altruísmo

[1]


07/06/2013

inconfissões

ensaio, exercício, poesia — João Oliveira @ 00:35

há um sentimento que não confesso
mas tu adivinhas
e sabes

perguntas que queimam a língua
mas que guardo para mim

arranham a garganta
perturbam a mente
corrompem a alma
espetam fundo o coração

e és como o vinho

sobes à cabeça
soltas as perguntas
aclaras a voz
acalmas a mente

aqueces o corpo
o coração
e renovas a alma

mas
se abuso
gosto
demasiado
e caio


29/04/2013

não me perguntes o quê

apontamento, exercício — João Oliveira @ 20:10

tudo o que há e tudo o que foi é o que é. é por si próprio e nada pode negar a sua existência alienada de tudo o resto e alheia a todos os outros. é sozinho no meio de nada e rodeado de nada que não é e nunca chegará a ser alguma coisa.


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