devaneios
então faço-te um poema, escrevo-te uma carta de amor, desenho-te o meu coração para poderes adormecer descansada.
começo então… também te dói o coração? e no final do poema já estás a dormir com um sorriso nos lábios onde quero adormecer.
então faço-te um poema, escrevo-te uma carta de amor, desenho-te o meu coração para poderes adormecer descansada.
começo então… também te dói o coração? e no final do poema já estás a dormir com um sorriso nos lábios onde quero adormecer.
estou cansado
cansado e com vontade de chorar
sinto a tua falta
hoje mais do que nunca
porque levaste tanto quando partiste
dói-me o corpo
de pensar
de respirar
dói-me a alma
de sentir
de estar vivo
dói-me o coração
de sentir
de bater
dói-me tudo
ninguém muda por ninguém, por mais genuíno que seja esse desejo ou por muito que o queira fazer. o que faz é alterar comportamentos para agradar ao outro. com o tempo, torna-se difícil manter esse comportamento artificial, voltando gradualmente aos vícios antigos.
uma relação em que se passa mais tempo a tentar fazer com que funcione ao invés de se desfrutar do outro — em qualquer acepção do verbo — está condenada desde logo ao fracasso. e eu já senti o que isso custa.
com o tempo, vais percebendo que o que retiras de uma relação pode não ser suficiente para contrabalançar as preocupações os contratempos e as discussões.
só tu podes saber se vale a pena.
mas acima de tudo só tu é que tens o poder de seres feliz.
estas paredes sufocam-me
aprisionam-me
afastam-me de ti
estas janelas não abrem
estão sujas
não me deixam ver-te
esta porta está trancada
não tenho a chave
escondeste-a
estes degraus são infinitos
levam-me para longe
para longe de ti
esta cama acalma-me o espírito
conforta-me
faz-me sonhar contigo
não vivo para amar-te mas preciso de amar para viver. e se alguma vez te disse que gosto de ti não te menti. apenas te disse que gosto de ti. não te disse que te amo perdidamente, que não sei viver sem ti nem que quero ficar contigo para sempre. nada disso. foi um simples gosto de ti porque gosto de coisas simples.
não sei o que fazer com este nós que nos atormenta e nos faz despenhar do alto dos nossos seres quando o que mais queremos é mesmo isso: voar alto e livres.
só quero pegar em ti, arrebatar-te para além da nossa própria vontade, fazer dos teus sonhos realidade. sacudir os fantasmas que nos assolam e que nos fazem duvidar de que podemos e conseguimos ser felizes.