Critica por favor o meu elevado ego

18/04/2011

devaneios

exercício, prosa — João Oliveira @ 02:01

então faço-te um poema, escrevo-te uma carta de amor, desenho-te o meu coração para poderes adormecer descansada.

começo então… também te dói o coração? e no final do poema já estás a dormir com um sorriso nos lábios onde quero adormecer.


dói-me tudo

poesia — João Oliveira @ 01:17

estou cansado
cansado e com vontade de chorar

sinto a tua falta
hoje mais do que nunca
porque levaste tanto quando partiste

dói-me o corpo
de pensar
de respirar

dói-me a alma
de sentir
de estar vivo

dói-me o coração
de sentir
de bater

dói-me tudo


14/04/2011

prioridades

prosa — João Oliveira @ 17:00

ninguém muda por ninguém, por mais genuíno que seja esse desejo ou por muito que o queira fazer. o que faz é alterar comportamentos para agradar ao outro. com o tempo, torna-se difícil manter esse comportamento artificial, voltando gradualmente aos vícios antigos.

uma relação em que se passa mais tempo a tentar fazer com que funcione ao invés de se desfrutar do outro — em qualquer acepção do verbo — está condenada desde logo ao fracasso. e eu já senti o que isso custa.

com o tempo, vais percebendo que o que retiras de uma relação pode não ser suficiente para contrabalançar as preocupações os contratempos e as discussões.

só tu podes saber se vale a pena.

mas acima de tudo só tu é que tens o poder de seres feliz.


12/04/2011

exílio

poesia — João Oliveira @ 01:45

estas paredes sufocam-me
aprisionam-me
afastam-me de ti

estas janelas não abrem
estão sujas
não me deixam ver-te

esta porta está trancada
não tenho a chave
escondeste-a

estes degraus são infinitos
levam-me para longe
para longe de ti

esta cama acalma-me o espírito
conforta-me
faz-me sonhar contigo


09/04/2011

isto não é uma carta de amor

prosa — João Oliveira @ 23:06

não vivo para amar-te mas preciso de amar para viver. e se alguma vez te disse que gosto de ti não te menti. apenas te disse que gosto de ti. não te disse que te amo perdidamente, que não sei viver sem ti nem que quero ficar contigo para sempre. nada disso. foi um simples gosto de ti porque gosto de coisas simples.

não sei o que fazer com este nós que nos atormenta e nos faz despenhar do alto dos nossos seres quando o que mais queremos é mesmo isso: voar alto e livres.

só quero pegar em ti, arrebatar-te para além da nossa própria vontade, fazer dos teus sonhos realidade. sacudir os fantasmas que nos assolam e que nos fazem duvidar de que podemos e conseguimos ser felizes.


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