Critica por favor o meu elevado ego

13/06/2011

uma página de história

prosa — João Oliveira @ 08:42

no já longínquo ano dois mil e quatro conheci uma rapariga que mudou toda a minha vida — literalmente. pode soar a lugar comum mas foi de facto o que aconteceu e gente há que conhece essa página de história.

não sendo esta a ocasião para falar de um relacionamento que consumiu tanto de mim quanto me marcou para o resto da vida, a verdade é que desde muito cedo na vida comecei a sentir a necessidade de extravasar muito do que sentia através das palavras.

desde então tenho registado os melhores e os piores momentos em vários espaços da blogosfera. desde o primeiro escreve com o coração, passando pelo do fundo da alma, o — ironicamente — efémero eternal lover e pelas desconhecid’as páginas rasgadas da minha vida até chegar ao derradeiro critica por favor o meu elevado ego.

têm sido anos e anos de escrita, vários cadernos preenchidos, milhares de linhas percorridas por tinta que me consome e dá vida ao que sinto cada página sempre a penúltima.

e se a blogosfera me permitiu conhecer várias pessoas como eu, que usam as palavras para se expressarem, rapidamente em mim cresceu a vontade de um dia escolher aqueles que considero serem os textos de melhor qualidade — qualidade essa sempre questionável — independentemente da tristeza ou euforia que eu transpunha para o papel e compilá-las em livro.

esta é uma primeira tentativa de fazê-lo. os textos não seguem uma sequência lógica nem temporal. qualquer tentativa de o fazer — de forma lógica — redundaria num exercício quase impossível de resolver. acabei por escolher reunir textos que expressassem de uma forma ou de outra aquilo que estaria a sentir em vários momentos da minha vida.

esta foi a selecção possível. críticas a fazer haverá e é nisso que eu confio — na vossa crítica sempre na tentativa de melhorar a qualidade da escrita, o formato ideal ou as melhores palavras para fazer-vos sentir aquilo por que passo quando sinto a necessidade de escrever.

foi sempre esta necessidade quase compulsiva de escrever que me levou a fazê-lo. ter-vos desse lado apenas tornou esta jornada menos solitária.

a todos vós o meu muito obrigado.


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