Critica por favor o meu elevado ego

16/09/2012

raparigas

manifesto, prosa — João Oliveira @ 20:40

raparigas há — vamos chamar-lhes raparigas para manter o decoro — que de um momento para o outro deixam de falar contigo. assim mesmo, do nada. a princípio estranhas porque não sabes o que fizeste de errado. ou se sequer fizeste. e a verdade é que não fizeste. e ao longo do tempo vais-te acostumando a esse silêncio ao ponto de chegares a nem sentir a falta delas. o trabalho, os amigos, as noites de calor e os copos absorvem-te a mente e nem sequer voltas a pensar nelas.

até que por obra e graça do acaso ou do destino acabas por descobrir que começaram a namorar. mais ou menos por volta da altura em que deixaram de te falar. isso mesmo. é só fazer as contas.

essas mesmas raparigas, que te olham de lado e te rotulam de mulherengo, cabrão, playboy (a lista quase não acaba), são as mesmas que tentam bater-te o couro mal tenham a oportunidade. quando é que essa oportunidade se apresenta? a partir do momento em que se apanham solteiras.

então decidem libertar todas as suas frustrações sexuais, mentais (estas principalmente) e sentimentais em ti e tu tens duas escolhas: aproveitar para apanhar tudo o que possa vir à rede (e tu sabes que és gajo para isso) ou deixas que a tua integridade suba ao de cima e recusas todos esses avanços, mesmo que para isso tenhas de as magoar. e há pessoas que lidam muito mal com a rejeição.

e ainda há aquelas que procuram a tua companhia apenas para irritar os respectivos. só porque sim, porque lhes apetece. e tu deixas-te ser usado, porque gostas tanto de ver aquelas caras de azia e impotência com que eles ficam.

o que fazer com essas raparigas? continuar nessa brincadeira até que num daqueles dias em que estás sem paciência nenhuma mandas tudo foder? ou fazer isso mesmo, mandá-las foder com todas as letras porque já não tens idade para brincadeiras?


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3 comentários to “raparigas”

  1. Walcir Santos Says:

    Já comecei a mandar foder umas quantas mano.

  2. João Oliveira Says:

    e não sabe mesmo bem?

  3. isineiro Says:

    pode ser efectivamente mais frequente com raparigas.. mas tenho para mim que não é exclusivo do sexo feminino. Infelizmente já me pude queixar do mesmo, e não foi com raparigas :p
    Ou secalhar sou eu que estou mal colocada no mundo..

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