Critica por favor o meu elevado ego

01/03/2012

gangsters das teclas

prosa — João Oliveira @ 05:23

as ameaças — ou promessas como tu lhes chamas — são como as promessas de amor. são todas muito bonitas mas tens de as cumprir para significarem algo mais do que palavras vãs.

e se tu nunca cumpriste as tuas promessas de seres mais tolerante e de respeitares o espaço dela, que devo eu pensar sobre as pretensas ameaças que me diriges?

como uma vez aqui escrevi, “ninguém muda por ninguém por mais genuíno que seja esse desejo ou por muito que o queira fazer. o que faz é alterar comportamentos para agradar ao outro. com o tempo torna-se impossível manter esse comportamento artificial voltando gradualmente aos vícios antigos”. o tempo apenas se encarregou de fazer o seu trabalho e foste tu quem acabou por me dar razão.

não queria ler a mensagem que me enviaste. a início achei que isso seria perder o meu tempo e dar-te demasiada importância — importância essa que manifestamente não tens na minha vida apesar de achares que ocupas o centro da minha atenção. e se é atenção que tu procuras não sou eu que ta vou dar. não mais do que estas linhas que aqui te escrevo.

mas a curiosidade acabou por falar mais alto, confesso. e, se estava à espera de ameaças de morte ou de esperas que me fizessem ter de estar constantemente a olhar por cima do ombro à espera de te ver (e aos teus muitos amigos) dobrar uma esquina, a verdade é que só me consegui rir quando li o que me escreveste. e não te respondi — nem vou fazê-lo — porque não quero ser mais indelicado contigo do que o costume.

porque dizer “a próxima vez que mexeres com a minha vida, estás literalmente fodido, garanto-te. e dou-te a minha palavra que não vais ficar nada bem tratado (…). isto não é uma ameaça, é uma promessa que te faço só a ti e acredita que gostava muito que me desses motivos para a cumprir. já não é a primeira vez que esteve para acontecer e acredita que esteve bem perto por minha parte e de algumas pessoas. no entanto por respeito a pessoas que gostam de ti a situação abafou-se” mais não são que palavras da boca para fora.

para finalizar só tenho isto a acrescentar: eu não sou responsável pelas tuas crises de confiança e ciúmes e muito menos pelas tuas inseguranças. isso diz muito de mim — é quase um elogio que te sintas assim por minha causa, acredita — mas a verdade é que diz muito mais ainda de ti. basta pensares um bocado.

eu não perco tempo a falar da tua vida, nem a saber a opinião que as outras pessoas têm de ti como tu fazes sobre mim e até sobre a tua própria namorada — a minha própria opinião chega-me. e muito menos tempo tenho para perder com criancinhas que não sabem o que têm e que se preocupam mais com teorias da conspiração e a ver “adversários” e “atrasados mentais” em todo o lado do que em desfrutrar — e desperdiçar? — aquilo que têm.

tivesse eu mais tempo do que o que tenho e dedicá-lo-ia a muita coisa interessante que gostava de fazer e não faço por manifesta falta de tempo.


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um comentário to “gangsters das teclas”

  1. a outra Says:

    […] — com o meu sorriso mais irónico de sempre, devo confessar — ofensas e ameaças de quem te fazia juras de amor e promessas vãs como se meras palavras fossem suficientes para […]

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