Critica por favor o meu elevado ego

30/01/2012

diálogos

prosa — João Oliveira @ 04:59

– saudades.
– juro que não te percebo.
– eu é que não te percebo.
– porquê?
– queres mesmo esquecer a d. ou não?
– porquê?
– porque foi o que me disseste.
– tenho o assunto sob controlo.
– tu é que sabes.
– não te preocupes.
– antes pudesse preocupar.
– porquê?
– porque tu não deixas.
– deixo pois.
– não me iludas.
– não estou a mentir.
– estás.
– pronto, está bem. se tu achas que sim.
– não tenho que achas nada tu é que tens.
– tu é que estás a dizer com toda a certeza que eu estou a mentir-te.
– joão, era bom que pudesses dar-mas.
– porque haveria estar a mentir?
– porque não sabes o que queres.
– por acaso sei, só não encontro.
– abre os olhos.
– tenho os olhos bem abertos.
– se achas.
– tenho a certeza.
– tudo bem, joão guilherme.
– tudo bem, m.
– não me chames isso.
– é o teu nome, totó.
– ainda bem que estás longe então.
– ou não.
– porquê?
– estavas melhor perto.
– não percebo porquê?
– pronto, mas isso já é contigo.
– ou contigo. podias explicar.
– ai que de repente estou tão ingénuo.
– é por causa da nossa conversa de quinta?
– é.
– então acho que tu é que não sabes o que que queres.
– talvez…


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