Critica por favor o meu elevado ego

16/10/2014

O convite

prosa — João Oliveira @ 14:23

Não me interessa qual é o teu modo de vida. Quero saber o que anseias e se te atreves a sonhar alcançar os desejos do teu coração.

Não me interessa saber a idade que tens. Quero saber se arriscas fazer figura de louca por amor, pelo teu sonho, pela aventura de estar viva.

Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua. Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se as traições da vida te abriram ou se murchaste e te fechaste com medo de outros sofrimentos! Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor.

Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua, se consegues dançar loucamente e deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos, sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas ou nos relembrares as limitações de ser humano.

Não me interessa se a história que me contas é verdadeira. Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeira contigo própria; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma; se consegues não ter fé e seres, por isso, digna de confiança.

Quero saber se consegues ver a beleza todos os dias, mesmo quando o que vês não é bonito, e se consegues basear a tua própria vida na sua presença.

Quero saber se consegues viver com o fracasso, teu e meu, e mesmo assim erguer-te à beira do lago e gritar SIM! à lua cheia prateada.

Não me interessa onde vives nem quanto dinheiro tens. Quero saber se depois de uma noite de dor e desespero, exausta, dorida até aos ossos, consegues levantar-te e fazer o que é preciso (…).

Não me interessa quem tu conheces, nem como chegaste aqui. Quero saber se ficarás comigo, no centro do fogo, sem recuares.

Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste. Quero saber o que te sustém interiormente quando tudo o mais desaba à tua volta.

Quero saber se consegues estar só contigo mesma e se verdadeiramente gostas da companhia que te fazes nos momentos vazios.

 

:: Tradução do texto “O convite”, de Oriah Mountain Dreamer

06/09/2014

Tenho o peito fechado

música — João Oliveira @ 22:17

(continuar a ler)


12/08/2014

A saudade

prosa — João Oliveira @ 08:22

A saudade

(continuar a ler)


06/08/2014

Quando ela está por perto

prosa — João Oliveira @ 02:27

Ela tem nome de deusa egípcia, mas isso é apenas um pormenor. Ela é uma mulher terra a terra, bem ao meu gosto, que sabe o que quer e não tem medo de dizê-lo.

Apesar do nome, não tem as curvas de uma deusa grega, mas isso também não é o mais importante. Com a idade vamos percebendo que é a substância, mais do que a aparência, que mais importa. Que não é com um grande peito ou um bom rabo que vais ficar a falar noite dentro quando a vida te mostrar o lado mais amargo.

Ela diz-me que não sabe o que vejo nela. Reconheço que não é nenhuma bomba latina, mas voltamos à conversa da substância e da aparência: é que há nela qualquer coisa que me faz sentir bem. Tem uma beleza que me conforta. Que me protege. Há um quentinho que me preenche por dentro quando fico parado a contemplá-la.

E o meu coração fica sempre num alvoroço sempre que ela está por perto. Ela tem o dom de aparecer ou dar sinal de vida sempre que penso nela. Dou por mim a sorrir feito parvo quando ela está por perto. Ou quando penso nela. Com vontade de pegar nela e fugir, sempre que está perto.

E ela faz uns trejeitos tão engraçados e adoráveis enquanto fala e sorri por entre as palavras que um gajo não consegue não derreter-se e querer afogar-se naquele sorriso e nas covinhas que ele lhe desenha na cara.

Ela é um espírito livre. Mais livre do que o meu, pelo menos. E com ele, liberta-me. Por isso quero estar sempre perto dela. Gosto da pessoa que sou quando ela está perto. Mais calmo. Sereno. Melhor. Só porque ela está perto.


27/07/2014

Confissões (8)

confissões — João Oliveira @ 15:55

Confissões (8)

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